sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Eu acreditei
No teu amor, no teu querer, nos teus sinais
Na dor do teu olhar com medo de não me ver mais
Mas entendi que nos dois somos pontos cardeais
Ligados por um fio imaginário
Mas sempre distantes demais
Eu então me perguntei
Até onde posso suportar?
Até onde quero e me permito violentar?
Pois te amar tanto assim lhe convém
Mas me sangra tão bem
Você parece estar à sombra de uma arvore
Enquanto eu saio pra lutar ao sol
Você parece repousar
Num transatlântico de luxo
Enquanto minhas mãos
Fazem bolhas de tanto remar
Então por que já não me diz adeus
Pra eu parar de cantar...

[assim, seco, sem foto, sem fonte, sem nome, sem nada. sem mim. um nada! é isso do que sou composta hoje. nada! sinto o fim eminente. tenho medo do fim. me apavoro ao pensar que posso olhar pra o lado e ver que ela não está mais. hoje, ela já não está também. eu só quero que ela seja feliz. mesmo sem mim.]

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Do que é verdade... [kkkkk']


[kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk']

Eu sei, eu sei... feio postar isso assim... mas, cara... foi inevitável. Desculpem-me.

[kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk']

Tá tudo certo.



Tudo Certo. [Dudu Falcão - Luiza Possi]

Calma, tenha calma
Minha previsão do tempo
Diz que hoje não vai chover
Alma, minha alma
Voa leve pelo vento
E me leva até você
Você me faz bem
Quando chega perto
Com esse seu sorriso aberto
Muda o meu olhar
Meu jeito de falar
Junto de você fica tudo bem, tudo certo
Sei, eu sei que vejo mais do que eu deveria
Mas é que eu sou mesmo assim
Sinto, eu sinto tanto a sua falta todo dia
Volta e traz você pra mim
Quem mandou você passar pelo meu caminho?
Quantas vezes eu vou ter que repetir
Quantas vezes ?
Você me faz bem
Quando chega perto
Com esse seu sorriso aberto
Muda o meu olhar
Meu jeito de falar
Junto de você fica tudo bem
Fica tudo certo


[sem você é tudo tão vazio...]

Um rascunho a toa.

Havia me esquecido de como acordar de madrugada era bom. A gente fica só, envolto em nós mesmos, nossos pensamentos fazendo fila. Se organizando. Se alinhando. Tive pouco tempo ultimamente para pensar EM MIM. Tenho sempre pensado na minha situação atual. Mas, não necessariamente em mim, Rogéria Ramos. E hoje comecei essa busca. Não que eu esteja perdida, NÃO. Pelo contrário, acho que nunca me achei tanto, nunca me senti tanto EU mesma, quanto na minha fase atual. A questão é alguns traços da minha personalidade da qual estou estranhando muito. Ai vem a pergunta: Mas eu sempre fui assim, e apenas havia me esquecido, ou estou me tornando assim? 
Você me diz: Assim como? E a resposta, eu ainda não sei te dar. Não sei me dar. São tantas e tantas coisas girando na minha cabeça nesse momento, que acredito precisar de umas boas madrugadas pra resolver. 
Essa semana no ônibus, enquanto voltava do trabalho, ao passar ali naquela ponte do Aeroporto sabe, ví a luminosidade dos carros na avenida, a cidade do alto linda, brilhante e senti algo que a muito não sentia, nostalgia. De quando as coisas eram menos complicadas. E eu, era mais solta, menos preocupada. Eu não sei se foram as circunstanciais da minha vida que obrigaram a mudar. Eu acho que sim. Quando era menina, era tudo tão mais intenso, mais vivido. Era bom sabe. Eu nunca fui porrinha-louca, se é isso que você pensa, mas eu adorava as minhas loucurazinhas. 
Hoje, eu me sinto tentando resgatar esse tempo de menina. Aliás, me sinto uma menina. Tenho atitudes de menina. As vezes chego até a ser imatura. Um saco. Sempre vivo reclamando desse lado. E isso, eu não quero resgatar. Quero sim, resgatar uma tranquilidade, uma leveza que hoje me falta. Eu estou complicada demais. Chata demais. Ranzinza demais. Venho falando bobagens demais.

Bom, o dia está amanhecendo. Vou dar uma deitada. Peço perdão pelo rascunho. Está desfocado, é que  nesse instante, minha mente ta assim. Sem nitidez [como diz minha namorada]. 
E a ela também peço perdão, pelas maus palavras ditas. 
**Estou tentando evoluir. Me organizar. E isso leva tempo. Por enquanto, tente extrair o melhor de mim, pois é o que eu to tentando dar. Te dar.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Sonhar é...



Elas conversando... depois de uma breve discursão.

-- Amor, perdoa?

--Ah, deixa pra lá.

[silencio.]

--Já viu o Conversa?

--Ainda não. Que tem lá?

--Veja você.


--Ow amor. Que linnnnnndo.

--[risos] Você gostou?

--“Minha vida sem você é uma canção de amor tão clichê.”

-- Você faz o meu coração bater acelerado. Sempre que penso naquela determinada música, naquele texto. Na sua voz, no seu olhar, no seu cheiro tão bom e até na sua gargalhada cafajeste. Você me causa arrepios, me deixa com as pernas bambas, pra falar a verdade eu nem as sinto. Eu fico sem ação.

-- Own amor! Eu te amo tanto, mas tanto que nem sei explicar.

-- É, eu também não sei explicar. Eu bem que tento, mas as palavras se atropelam. Se perdem pelo céu da boca. Tentam achar um rumo. Tentam te agradar, te acelerar. Mas, todas elas se compactam nessa única palavrinha aqui... AMOR.

-- Meu amor, você é tudo o que eu sempre sonhei, sabia?

-- E você já se deu conta de que foi feita sob medida pra mim?

-- Nunca esqueço disso. Nunca.

-- Eu te amo.

-- Também. Muito, muito.

--Estamos de bem? Ou de mau?

-- De bem claro, sua boba.

-- O projeto, ainda de pé?

-- É o que eu mais quero. [pausa] Amor, amor... você não faz idéia do que imaginei hoje enquanto fazia compras no supermercado.

--Me fala então.

--Não. Você vai rir de mim. 

-- Conta!

-- É que eu criei uma histórinha, sabe.

-- Hum, adoro historinhas. Conte...

-- Nós duas juntas, comprando fraldas descartáveis pra nosso bebê. Eu com uma barriga enorme, grávida!

-- Sério amorzinho? Que lindo. Você realmente pensa nisso?

-- Todos os dias. [pausa] Iremos gastar muito com isso sabia? [risos]

-- Ah, tive uma idéia. Faremos chá de fraldas! Ganharemos todas. E, quem levar Sapeka não vai participar da festa. Só aceitaremos Pampers ou Turma da Mônica! [muitos emotions da Paola rindo...]

-- [gargalhadas] Bê. Que feio isso.

--Morzin, quero dois.

-- Dois o que? [espanto]

--Filhos!

--Não amor. Dois é muito!

-- Ah, claro que não é muito. É ideal. Um só vai ficar muito solitário. Vai precisar de compania.

-- É verdade. Teremos dois então. [silêncio] Nossa, será uma loucura. Eles irão brigar muito. E eu vou dar-lhes uns bons cascudos.

-- Não! Ninguém vai bater nos meus filhos.

--NOSSOS filhos.

-- É, NOSSOS.

-- Imagina, eu chegando do trabalho e os NOSSOS filhos correndo pra me dar um abraço, dizendo: Mainhaaaa! E eu, como serei uma mãe muito, muito boba, trarei um presente pra cada um, todos os dias.

-- [risos] Disso eu não tenho dúvidas. Você será uma ótima mãe. Por isso te escolhi. E enquanto a mim, onde estou nessa cena?

-- No quarto. Linda, saindo do banho. Ai você me dá o melhor dos seus beijos e pergunta: Como foi o seu dia, Bê? E eu vou apertar sua bunda e dizer: Ah que saudade!!

--Amor... olha as crianças!

-- Elas estão na sala brincando com o brinquedo que eu trouxe!

-- Você tem uma imaginação fértil heim moça? E eu adoro, sonhar com você.

-- E eu AMO voar com você.

--Acha que tudo será exatamente assim?

-- Você ainda tem duvidas? [um coraçãozinho...] É, definitivamente, você é tudo que eu sempre, sempre sonhei.

[Que seja assim. Que seja doce.]


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Caio'sando.





"Te desejo uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve um dia, me deseja também uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravilhosa, que me faça acreditar em tudo de novo, que nos faça acreditar em tudo outra vez."



"Desistir não é nobre. E arduamente, não desistimos."


[caio F.]




ps: compreenda a foto.

O meu hoje.


Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar.

[pisando em ovos, pra não causar tanta dor.]


Caio.