sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Ne Me Quitte Pas.
Ne Me Quitte Pas
Ne me quitte pas, Il faut oublier,
tout peut s'oublier qui s'enfuit deja.
Oublier le temps des malentendus
et le temps perdu a savoir comment.
Oublier ces heures qui tuaient parfois a coups de pourquoi
le coeur du bonheur
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Moi je t'offrirai, des perles de pluie venues de pays
ou il ne pleut pas
Je creusrai la terre jusqu'apres ma mort
pour couvrir ton corps d'or et de lumiere
Je f'rai un domain ou l'amour sera roi
ou l'amour sera loi ou tu sera reine.
Ne me quitte pas
Ne quitte pas
Ne me quitte pas Je t'inventerai
Des mots insensés que tu comprendras
Je te parlerai De ces amants-là
Qui ont vue deux fois Leurs coeurs s'embraser
Je te racontrain L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas Pu te rencontrer
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
On a vu souvent Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux Il est paraît-il
Des terres brûlées Donnant plus de blé Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir Ne s'épousent-ils pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler Je me cacherai là
A te regarder Danser et sourire
Et à t'écouter Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Eu nunca tinha parado pra ler a tradução dessa música. Eu sempre a adorei. Pela sonoridade, pela intensidade das palavras, mesmo sem conhecer o idioma. Não sei se pelo frágil momento em que atravesso, a tradução da mesma, me fizeram arrancar muitas, muitas lágrimas. Acho que é a coisa mais forte que eu já ouvi. E a coisa mais intensa que alguém pode falar pra outro alguém.
E EU TE DIGO, COM TODAS AS LETRAS, VÍRGULAS E PONTOS QUE HÁ NESSA CANÇÃO. EU NÃO TIRO NADA. ELA É TUA. DO MEU CORAÇÃO ABERTO E SANGRANDO, PRA O TEU, QUE ESPERO QUE SE ABRA PRA QUE EU POSSA ENTRAR.
Não Me Abandone
Não me abandone, é preciso esquecer,
Tudo se pode esquecer que já ficou pra trás.
Esquecer o tempo dos mal-entendidos
E o tempo perdido a querer saber como
Esquecer essas horas que às vezes mata a golpes de por quês,
o coração de felicidade.
Não me abandone,
Não me abandone,
Não me abandone
Eu te oferecerei pérolas de chuva vindas de países
Onde nunca chove;
Eu escavarei a terra mesmo depois da morte,
Para cobrir teu corpo com ouro e luzes.
Criarei um país onde o amor será rei,
Onde o amor será lei e você será a rainha.
Não me abandone,
Não me abandone,
Não me abandone, eu te Inventarei
Palavras absurdas que você compreenderá
Te falarei daqueles amantes
Que viram de novo seus corações excitados
Eu te contarei a história daquele rei,
Que morreu porque não pôde te conhecer.
Não me abandone,
Não me abandone,
Não me abandone,
Quantas vezes não se reacendeu o fogo
Do antigo vulcão
Que julgávamos velho?
Até há quem fale de terras queimadas a produzir mais trigo na melhor primavera
É quando a tarde cai, para que o céu se inflame
o vermelho e o negro não se misturam
Não me abandone,
Não me abandone,
Não me abandone,
Não me abandones, eu não vou mais chorar
Não vou mais falar, Me esconderei aqui
Só para te ver dançar e sorrir,
Para te ouvir cantar e rir.
Deixa-me ser a sombra da tua sombra?
A sombra da tua mão? A sombra do teu cão?
Não me abandone,
Não me abandone,
Não me abandone,
Não me abandone.
Não me abandone.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
"Não há noite tão longa, que não encontre o dia."
Não sei quem fala isso. Mas o cara é muito esperto. Nada como uma noite bem dormida, uns sonhos reveladores,e voalá.... tudo novo de novo. Ontem eu tava um caco. Sério mesmo, um caco. Odiando o mundo e me odiando. E como disse, nada como uma noite bem dormida e uns puxões de orelha. No trajeto de casa pra o trabalho, aproveitei o tempo pra avaliar a minha postura diante certas situações. Assumo minha total parcela de culpa. Assumo minha culpa em relação a aquilo que venho recebendo. Ou melhor, da forma como venho recebendo. Sim, falo de amor. As pessoas lhe dão, aquilo que elas podem lhe dar. Cabe a você, ter discernimento necessário pra saber receber isso. O mesmo vale pra nós. A gente dá aquilo que pode. Ou dê o seu tudo, que seja. E se não puder dar mais, talvez por limitação humana, dê o que é permitido. Dê sem esperar nada. E a outra parte vai receber aquilo que lhe for conveniente. Duro né? Mas é verdade, infelizmente é verdade. Ele (a) não vai receber o que você está dando, exatamente da forma que você espera, que deseja. Por isso, é bom, sempre pensar. Eu tenho cometido um grande erro. Não é questão de dar mais do que receber. É questão de querer receber mais do que aquilo que é ofertado. Aquele grande erro de esperar demais. Querer demais. E nisso tenho pecado bastante. Tenho verdadeira mania de fazer sempre o melhor e esperar o melhor também. E o fato e que esqueço de que cada um tem o seu jeito de demonstrar o seu melhor, e que nem sempre este é identico ao seu. O que não significa que te amem menos.
Tenho um bocado a aprender. Espero me dar tempo necessário pra isso.
Eu tenho vivido o amor. Só que algumas vezes, de maneira errada. Acho que com uma intensidade nunca antes experimentada. Oras, mas o amor não é pra ser vivido? Sim, é. Mas acredito [ando aprendendo] que viver apenas não basta. Ele deve ser racionalizado. Entendeu? Raciocinado. Ou seja, pensado, articulado. Não o sentimento em sí. Mas ele, na relação, como um todo. É saber o que falar, na hora em que falar, projetar situações, tentar imaginar se aquilo vai ou não ferir. Um amigo me disse, que não existe esse papo de "ah! Falei da boca pra fora!" E é verdade. Mas acredito na 'inconsciência'. As vezes falamos inconscientemente algo que não era pra ser dito, e ai, já era! Mas, também passo a acreditar que, a boca expulsa aquilo que o coração tá cheio. No coração, a gente não manda. Fato. Na língua sim. A língua é a maior ferramenta pra se obter sucesso numa relação. Sabe por que? Por que a língua é uma faca de dois gumes. Ela corta quando vai, e corta quando vem. Por isso, deve-se tomar muito cuidado com o que se é falado. Afinal, palavra dita e tapa na cara, são coisas que vão e não voltam mais. E associando os dois, quem 'bate/fala' nunca lembra, mas é em quem 'apanha/ouve' que a marca fica colada. Eu sei, teoricamente tudo é lindo, fácil, uma beleza. E como uma nega falha do caralho, tenho pisado na bola. Acabo falando demais, e com isso causando mágoas e o pior me magoando. Quando a gente magoa a quem amamos, nos machucamos triplamente, pode ter certeza disso.
Acho que para algumas metas pessoais, sobre tal assunto, eu consegui dá uma evoluída. Falta muito. Ô se falta! Mas me diz, e se você tá fazendo tudo certinho, e o outro é que não corresponde? Como dito, problema do outro. Ele que deve ter a conciencia do que é melhor pra ele mesmo e pra ambos. Torça pra que seu amor perdure, e aguente firme. E se não conseguir, não era pra ser. Dizem que o amor supera tudo e qualquer coisa. Só que a paciência não. Eu sei disso. Sei dos meus erros e sei dos erros alheios. E essa regra, vale pra os dois lados.
Por hora, preciso batalhar pra mudar. Por mim, Independente de terceiros. Pra meu melhoramento e crescimento.
É falar menos, e entender as setas. ;)
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Crônica do Amor.
Crônica do Amor
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
[Arnaldo Jabor]
domingo, 3 de outubro de 2010
O Meu Desejo.
Encontro-me sentada no sofá. A música deixa rasto neste canto, não sendo por mim recebida. Sinto-me envolvida na volúpia que encontro no teu olhar. Teu olhar que acolhe o meu corpo. Meu corpo que te pede luxúria. Apetece-me vagabundear sobre a nossa intimidade que ambiciono. Peço ao passado que me traga o calor do teu pescoço, com o cheiro entranhado na derme. Ainda sinto teus lábios presos entre meus dentes. Ainda sinto o momento.
Desejo-te e não sei o que isso é; só sei que me estonteia de tanto me agarrar afincadamente a este desejo, não desejando perdê-lo. Será este desejo uma brisa que se transforma em tornado que me acorda, que me açoita os sentidos e me lembra que estou aqui? Será que dou permissão a este desejo coexistir porque desejo ter este desejo? Será este desejar o desejo que o faz sobreviver ou será o objecto do desejo que o aviva? Sinto que a serenidade já há muito foi escamoteada pelo desejo. Este não vive da ilusão, mas comporta a ilusão como vertente virtual, enquanto expressão da minha realidade vedada aos outros.
Em emoções sou de poucas certezas. Tudo me surge carregado de neblina, a razão e até as tuas expressões. Tenho só uma certeza: não desejo qualquer um e porquanto não é a busca de prazer o meu móbil. Não é a necessidade que me atormenta. A necessidade é limitada mas não o desejo. A necessidade de prazer não pode ser minha apenas – eu sei-o.
Será que este desejo de prazer, que permiti insuflar com o tempo, aumenta pelo perigo que me deveria afastar dele? Por vezes penso que não pretendo a satisfação deste prazer, mas por outras acho que controlo o sentido do meu querer para fugir à culpa. Por vezes, as minhas insistentes entregas ao desejo deixam-me cair no fosso que própria cavei e que me faço enfrentar perante a censura moral, que condena o meu tão desejado desejo. Penso em culpa: culpa de um pensamento, de uma palavra, de um gesto, de um toque, de um coito, de um gemido... só sinto culpa porque o outro me pode culpar. Mas sei que sou fraca e que me deixo entregar facilmente ao erotismo, fugindo da culpa rapidamente, que me quer ceifar o desejo ... ai!, como me possui este desejo!! Rapidamente me faço encontrar com o sustentáculo que me mantém na vertical: este desejo.
Será este desejo um preenchimento de um tédio? Mas como pode o tédio ter espaço na minha vida, se tento nunca lhe dar espaço de coexistência? Até porque se assim fosse não escolheria eu o objecto de desejo bem mais acessível, para concretizar a satisfação de prazer? Pois, mas, não procuro prazer, é verdade. Sinto-me tão embrulhada em pensamentos. Sinto-me tão desejosa de me embrulhar em teus braços.
Ai!!
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